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Mostrando postagens de junho, 2018

Bodas de Madeira

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Imagem: Théodore Géricault Miguel chegou em casa animado. Fui até a porta e o recebi com um beijo carinhoso. Ele me diz: - Gatinha, vim pensando no caminho até aqui e tive uma ideia de como nós podemos comemorar nosso aniversário de casamento. Dali a três dias, completaríamos cinco anos de casados. Comentei com ele que gostaria de uma comemoração diferente, algo novo, que ajudasse a manter nossa chama acesa. Ele sugeriu que fôssemos para o motel, mas já havíamos comemorado dessa maneira no nosso segundo aniversário, então refutei a ideia. - É mesmo? E qual foi sua ideia? - O que você acha de irmos pra uma casa de swing? Aquela proposta me pegou de surpresa. Já havíamos conversado vagamente sobre isso no passado, mas nunca tínhamos cogitado ir a um lugar desses de fato. - Casa de swing? Hmm... não sei. Será que vamos gostar? - Vai ser uma experiência nova. Eu nunca fui, você também não, acho que pode ser uma boa pra darmos uma apimentada na nossa relação. Se...

Sexta Marcha (parte 1)

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Imagem: Jean Auguste Dominique Cheguei até a secretária, ansiosa. Ela pergunta: - E aí, preparada pra sua primeira aula prática? - Sim! Quem vai ser o meu instrutor? - Aquele ali, de camisa azul. Olhei para a direção apontada e me deparei com ele. Usava uma polo azul, calça jeans desbotada e tênis casuais. A manga da camisa revelava seus bíceps definidos e uma amostra de uma tatuagem, que parecia tomar todo o seu braço. Olhou pra mim e esboçou um sorriso no canto de sua boca carnuda. Veio andando em minha direção, com a mão no bolso. Senti minha face enrubescer. - Primeira aula? - Sim. - Vem comigo, vou te mostrar qual é o carro. Ao passar por mim, pude sentir o cheiro de seu perfume amadeirado. Suas nádegas eram redondas e parecias firmes. Ao extender a mão para abrir o carro, algumas veias ressaltavam em seu antebraço. - Você já dirigiu um carro antes? - Não. Vai ser a primeira vez. Me fitou com seus olhos castanhos e pegou no meu ombro. -...

Amigo Oculto

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Imagem: Jana Brike Era o mês de outubro. Celina, no auge dos seus 25 anos, ansiava o momento em que passaria a primeira noite sozinha em seu novo apartamento, recém alugado. Depois de uma semana cansativa, em que se dividira entre as obrigações burocráticas de seu trabalho e todo o desgaste físico e emocional que uma mudança de residência envolve, finalmente ela poderia ter seu momento de lazer.  Enquanto desencaixotava algumas coisas pensando em como poderia comemorar aquela noite tão especial, encontrou uma pequena embalagem. Ao abri-la, se deparou com um presente que havia ganhado há alguns anos de uma amiga, mas nunca houvera oportunidade para usá-lo, devido à vida louca que levava. Analisou o objeto em suas mãos, que simulava quase que perfeitamente um inocente batom. Celina então lembrou-se de sua adolescência, quando descobriu que ao movimentar seus dedos em seu clitóris no ritmo das músicas agitadas que ouvia, depois de algum tempo sentiria uma explosão de p...