Bodas de Madeira

Imagem: Théodore Géricault


Miguel chegou em casa animado. Fui até a porta e o recebi com um beijo carinhoso. Ele me diz:

- Gatinha, vim pensando no caminho até aqui e tive uma ideia de como nós podemos comemorar nosso aniversário de casamento.

Dali a três dias, completaríamos cinco anos de casados. Comentei com ele que gostaria de uma comemoração diferente, algo novo, que ajudasse a manter nossa chama acesa. Ele sugeriu que fôssemos para o motel, mas já havíamos comemorado dessa maneira no nosso segundo aniversário, então refutei a ideia.

- É mesmo? E qual foi sua ideia?
- O que você acha de irmos pra uma casa de swing?

Aquela proposta me pegou de surpresa. Já havíamos conversado vagamente sobre isso no passado, mas nunca tínhamos cogitado ir a um lugar desses de fato.

- Casa de swing? Hmm... não sei. Será que vamos gostar?
- Vai ser uma experiência nova. Eu nunca fui, você também não, acho que pode ser uma boa pra darmos uma apimentada na nossa relação. Se a gente não gostar, a gente vem embora.
- Você consegue me imaginar transando com outra pessoa?
- Pra dizer a verdade, consigo sim. Sendo bem sincero, essa ideia me deixa até com tesão.

Ao ouvir isso, comecei a imaginar como seria experimentar um outro corpo depois de tanto tempo com uma pessoa só. Ao todo, havia onze anos que estávamos juntos. E a ideia de vê-lo com outra mulher, confesso que também me instigava.

- Hmm... tá bom. Acho que vai valer a pena.

O dia esperado então chegou. Miguel vestia uma camisa de botão verde água, calça jeans escura e sapatos marrons. Eu escolhi um microvestido azul e sandálias de salto.

- Você está gostosíssima!
- Tenho uma coisa pra te contar: estou sem calcinha.
- Opa! Já vi que a noite promete...

Chegamos ao local e fomos recebidos pelos hostess. O espaço da casa era bem interessante: boate com poledance e boa música, labirinto com o famoso glory hole, que se trata de um buraco onde pessoas que estão do lado de fora da cabine podem assistir e interagir com quem está dentro através dele, quartos privativos e quartos coletivos só para casais. Ficamos um pouco na boate bebendo cerveja e observando os outros casais. Algumas pessoas aparentavam estar bem a vontade, enquanto outras pareciam tão novatas quanto nós. De repente, um casal se senta ao nosso lado. A mulher começa a rebolar no colo do homem, levantando seu vestido e olhando pra mim. Eu disfarcei o meu espanto e agi como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

Resolvemos subir para descobrir o que estava acontecendo por lá. Ao tentarmos abrir a primeira suíte, notamos que estava trancada. De seu interior, ouviam-se gemidos empolgados. Fomos então para um dos quartos coletivos. Lá dentro, haviam dois casais na cama. Em um deles, a mulher se deliciava em um sexo oral em seu companheiro; no outro, o homem debruçava sua parceira na cama enquanto a penetrava por trás. Olhei para Miguel, e ele parecia simplesmente encantado com o que via. Em sua calça, era perceptível o volume de seu pênis ereto.

Então, o homem que recebia o sexo oral olha para trás e estende a mão para mim. Eu, sem saber o que fazer, olhei para Miguel, que me respondeu com um aceno positivo com a cabeça. Então, eu fui. Comecei a lamber os testículos do homem desconhecido enquanto sua mulher o masturbava. Ela então me dá um beijo de língua bem caloroso, e abaixa o meu vestido. Eu nunca havia beijado uma mulher até aquele momento, e estava achando aquela sequência de novidades muito excitante. De repente, o homem me deitou na cama e tirou meu vestido. Quando olhei para o lado, Miguel estava entretido com o dedo no ânus da outra mulher, enquanto ela era penetrada pelo marido. Foi quando senti uma mão na minha pelve. O homem começou a me tocar, enquanto sua mulher lambia e beijava meus seios, que ficaram totalmente ouriçados.

Ela então decide fazer algo inesperado: sentou-se sobre minha boca para que eu a chupasse. Comecei a circundar seu clitóris com minha língua, enquanto ela gemia e ficava cada vez mais lubrificada. Nesse momento, senti um pênis adentrando meu corpo, mas não havia certeza de quem ele pertencia, pois a mulher rebolava em meu rosto. Comecei a ser penetrada deliciosamente enquanto lambia aquela vulva molhada.

Repentinamente, comecei a sentir outras mãos acariciando meus seios. Àquela altura, já não fazia mais ideia de quantas pessoas estavam no quarto. Depois que a mulher se satisfez com meu sexo oral, ela se levantou e eu pude ver seu marido me penetrando. Então, me deparei com Miguel transando com uma mulher simplesmente deslumbrante. Negra, cabelo afro, uma enorme bunda e silhueta bem marcada. Ele a pegava pela cintura enquanto a penetrava com vigor. Admito que senti um misto de tesão com ciúmes.

Nesse momento, outra mulher veio para cima de mim para que eu a chupasse, e quando olhei bem, reparei era a mesma que rebolara no colo do homem no andar debaixo. Ao mesmo tempo, senti que um homem diferente começava a me penetrar, depois que o anterior terminou seu trabalho. Já havia perdido as contas de quantas pessoas tinham interagido com meu corpo aquela noite. Quando a mulher se levantou, percebi que o homem que me penetrava era o seu marido. Miguel estava do outro lado do quarto transando com uma nova mulher.

Depois que o homem saiu, Miguel veio até mim, tirou a camisinha que usava e começou a me socar com força. Bateu-me um alívio por saber que ele gozaria para mim e não para outra mulher. Alcancei o clímax e gemi livremente enquanto meu corpo se contraía. Ele então tirou seu pênis de dentro de mim, começou a se masturbar e me puxou pelo cabelo para que gozasse na minha boca. Seu gozo jorrou na minha língua, e eu deixei que o líquido escorresse pelo meu rosto. Uma mulher gentilmente pegou meu vestido do chão e me entregou. Eu me vesti, todos nós nos cumprimentamos e saímos do quarto. Enquanto descíamos as escadas da saída, Miguel disse:

- Obrigada pela noite incrível. Feliz bodas de madeira!

Comentários

  1. A organização das orações, a fluidez perfeita das ideias e a sensação de imersão na história, fazem dos textos de Sabrina, momentos deliciosos de leitura, além de uma sensação de quero mais...Parabéns pelo belo trabalho.

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    1. Que felicidade, em ler seu comentário! Muito obrigada, meu querido amigo!

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