Sexta Marcha (parte 1)

Imagem: Jean Auguste Dominique


Cheguei até a secretária, ansiosa. Ela pergunta:
- E aí, preparada pra sua primeira aula prática?
- Sim! Quem vai ser o meu instrutor?
- Aquele ali, de camisa azul.

Olhei para a direção apontada e me deparei com ele. Usava uma polo azul, calça jeans desbotada e tênis casuais. A manga da camisa revelava seus bíceps definidos e uma amostra de uma tatuagem, que parecia tomar todo o seu braço. Olhou pra mim e esboçou um sorriso no canto de sua boca carnuda. Veio andando em minha direção, com a mão no bolso. Senti minha face enrubescer.

- Primeira aula?
- Sim.
- Vem comigo, vou te mostrar qual é o carro.

Ao passar por mim, pude sentir o cheiro de seu perfume amadeirado. Suas nádegas eram redondas e parecias firmes. Ao extender a mão para abrir o carro, algumas veias ressaltavam em seu antebraço.

- Você já dirigiu um carro antes?
- Não. Vai ser a primeira vez.

Me fitou com seus olhos castanhos e pegou no meu ombro.

- Fica tranquila. Não é o carro que te controla, é você que controla o carro. Vai ver que é mais fácil do que parece.

Girou a chave na ignição, enquanto eu disfarçadamente o observava. Seus cabelos com um toque grisalho denunciavam que ele era um homem experiente. Conduziu o carro até uma zona afastada do bairro vizinho. No caminho, começou a puxar assunto, e entre um comentário ou outro, falou:

- Seu marido deve morrer de ciúmes de você. Você é uma mulher lindíssima.
- Não tenho marido. Sou solteiríssima.
- Hmm... que ótimo. Mas de toda forma, deve chover homem pra você.
- É, não tenho muito do que reclamar.

Desligou o motor e abriu a porta do carro. Olhou pra mim e abriu um largo sorriso, que me deixou desconcertada.

- Vem. Agora é sua vez.

Saí e nos cruzamos para que eu assumisse o volante. Pude perceber que ele reparava em meu corpo sem a menor cerimônia, enquanto eu entrava no carro. Então, começou a me ensinar as funções de cada parte do veículo. Depois, me pediu para ligar o carro e seguir em frente. Colocou sua mão sobre a minha no volante, e disse:

- Fica tranquila, você vai tirar de letra.
- Com você me ensinando, tudo fica mais fácil.

Enquanto dirigia, sentia seus olhos passeando por cada parte do meu corpo. Em um momento que deixei o carro morrer por soltar a embreagem rápido demais, ele colocou sua mão em minha coxa esquerda, dizendo:

- Esse pé; você tem que soltar bem devagar...

Senti meu corpo estremecer.

- Como sua pele é macia... – comentou, enquanto me acariciava.
- Obrigada. Sua mão é firme...

Então, ele me pediu pra ligar novamente o carro e dirigir até a rua seguinte. Enquanto conduzia o veículo, pude reparar um volume crescendo em sua calça. Ao chegar na rua, ele pediu para que eu parasse o carro e desligasse o motor. Não havia ninguém ao redor.

- Tenho outra coisa pra te mostrar além da direção...

Pegou minha mão e colocou sobre o volume em sua calça. Pude sentir seu membro totalmente rijo em seu interior. Comecei a alisá-lo, até que decidi abrir seu zíper. Ao levantar sua camisa, ficou em evidência seu abdomen atlético, e logo abaixo seu órgão majestoso  se erguia sobre a calça aberta. Sem titubear, comecei a lambê-lo, desde a base até a ponta. Então, o coloquei todo dentro de minha boca. Ele me pegou pela nuca e puxou meu cabelo, enquanto incentivava com movimentos que eu continuasse mais fundo e com mais força. Enfiei a mão em sua cueca e segurei seus testículos com firmeza, enquanto apreciava seu falo pulsante.

- Não para...

Ele parecia estar à beira do orgasmo. Continuei meu trabalho com mais empenho, até que pude sentir seu órgão se contraindo e seu líquido invadindo minha boca. Quando o olhei na face, sua expressão era de total êxtase. Ele, depois de recuperado, me ofereceu um lenço de papel que havia no carro e pediu para voltar a conduzir o veículo.

- Você é muito gostosa, sabia? Quero mais de você.
- Você também é uma delícia.

Retornamos à auto-escola e quando saí do carro, ele me disse, com um sorriso maroto em seu rosto:

- Você se saiu muito bem na sua primeira aula. Está de parabéns.
- Obrigada. Você é um ótimo instrutor. Já estou ansiosa pela próxima...


Comentários

  1. Mais uma vez, Sabrina acerta, não só no enredo, como também na construção afetiva dos personagens. O uso dos detalhes físicos como mola propulsora na construção de expectativas e sentimentos de excitação máxima, é uma de suas características para evitar "buracos" no texto. Parabéns!!

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    1. Muito feliz com sua avaliação, Telmo! Fico grata demais!

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